Palpite Rosa 30 abril, 2015 - Palpite Rosa
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Moto GP Argentina

Esse mês tive a oportunidade de realizar um sonho, acompanhar pessoalmente uma prova do Moto Gp. Pra quem não acompanha ou não sabe do que estou falando, o Moto GP é o mundial de motovelocidade, resumidamente é uma Formula 1 com motos. Foi simplesmente incrível, fomos na 3ª etapa do ano que foi realizada em Termas do Rio Hondo – Argentina. Pude acompanhar os treinos classificatórios bem de perto, mas bem de pertinho mesmo, pois conseguimos uma credencial que nos permitia entrar na pista, nem preciso falar que surtei né? ahahaha Ver os pilotos pessoalmente então nem se fala, sim eles existem! ahahaha A corrida também foi emocionante, não só pelo pega dentro da pista, mas a torcida argentina é simplesmente espetacular, me senti em uma final da copa do mundo, eles vibravam a cada curva. Abaixo vocês poderão acompanhar o vlog da viagem e as fotos de alguns pilotos que consegui fotografar com um pouquinho da sua história. Espero que gostem!

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Agora vamos as fotos

Marc Márquez

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Foi o primeiro piloto que encontrei, fazia uns 5 min que havia entrado no autódromo, nem acreditei foi muita sorte, pois ele é um dos pilotos mais visados então não é tão fácil conseguir uma foto com ele. Bicampeão de MotoGP, espanhol nascido em 17 de Fevereiro de 1993, ex-piloto das categorias Moto 3, Moto2, agora na MotoGP Márquez e um dos poucos pilotos a ganhar nessa categoria como iniciante quebrou inúmeros recordes, um deles foi ganhar a corrida quatro vezes seguidas recorde esse quebrado com mais de 30 anos de duração. Começou a andar de moto com 5 anos de idade.

Alex Márquez

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Irmão mais novo de Marc Márquez, Alex começou no Mundial em 2010, com a Monlau Competición de 125cc quando entrou para o Campeonato de Espanha. Não pôde competir na primeira jornada espanhola porque lhe faltavam cinco dias para atingir a idade mínima obrigatória. Ainda assim, na segunda jornada, em Albacete, foi 11º. Concluiu o ano em 11º com 24 depois de ter concluído apenas três corridas. Em 2011 esteve muito perto do ceptro, mas acabou na segunda posição. Logrou o objectivo no ano seguinte, 2012, com o título de Moto3 do CEV a uma corrida do final. Ao mesmo tempo, também alinhou em várias provas do Mundial de Moto3 como wild card. Em 2013 levou a cabo a primeira temporada completa com uma KTM da Estrella Galicia 0’0, estreando-se a vencer no Japão e somando mais quatro pódios para concluir o ano em 4º da geral e como Melhor Estreante. Em 2014, e após uma troca para maquinaria Honda, melhorou outra vez a prestação, vencendo mais corridas a caminho do ceptro de Moto3. Em 2015 Márquez tem a oportunidade de apresentar novos e positivos progressos com a Estrela Galicia Marc VDS Team na Moto2.

Philipp Oettl

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Em 2007 Philipp Oettl foi quarto no Campeonato Supermoto Junior alemão, ante-sala do título que constaria no ano seguinte nessa competição enquanto participava também na Taça Metrakit do seu país. Em 2009 o jovem germânico foi segundo no Junior Cup ADAC com uma Aprilia RS 125, e em 2010 foi 19º na Red Bull MotoGP Rookies Cup. Nesse mesmo ano foi quarto no Campeonato da Alemanha de 125cc (IDM) com uma KTM. Em 2011 chegou a quarto na Rookies Cup e repetia o quarto lugar no Campeonato alemão de 125cc. Em 2012 participou no CEV, terminando em 4º, e voltou a terminar na 4ª posição na Rookies Cup. Em 2013 juntou-se à equipa Paddock TT Motion para disputar a primeira temporada no Campeonato del Mundo de Moto3, somando um total de 34 pontos. Este ano continua com a mesma equipa e com a mesma moto, uma Kalex-KTM.

Ana Carrasco

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Natural de Murcia, esta jovem promessa de 17 anos entrou para o mundo do motociclismo com apenas três anos e com apenas seis já cometia em corridas oficiais. Apesar de ainda nova, Carrasco acumula numerosas vitórias no palmare´s e competiu em vários campeonatos desde 2005 até chegar ao Mundial. Em 2009 foi um ano de êxitos, sagrando-se campeã de 125cc no Campeonato Extremeño e impôs-se também no Campeonato de Murcia 125cc 2T e na Copa de Espanha. Em 2011 tornou-se na primeira mulher a pontuar no CEV 125cc e em 2012 foi também a primeira a fazê-lo no novo formato da Moto3™ no mesmo campeonato. Em 2013 deu o salto para o Campeonato do Mundo de Moto3™ com o Team Calvo, onde partilhou a box com Maverick Viñales, pontuando em duas corridas e conquistando fantástico oitavo posto em Valência. Em 2014 passa a fazer parte da equipa holandesa RW Racing GP.

Yonny Hernandez

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Yonny Hernández começou a correr no Motocross quando tinha 15 anos e foi bem sucedido desde o primeiro momento, vencendo todas as rondas das 85cc para conquistar o Campeonato de Espanha em 2003, feito que repetiu em 2005. Em 2008, enquanto competia no Supermotard de Espanha, estreou-se na velocidade e logo com vitória na sua primeira corrida. Terminou o CEV Buckler em quarto da geral na categoria Supersport em 2009, passando depois para o Mundial de Moto2 em 2010. Registou vários resultados nos pontos e duas presenças nos dez primeiros, tornando-se no primeiro colombiano a competir no Campeonato do Mundo. Manteve-se com a Blusens-STX para uma segunda época na Moto2 em 2011, assinando depois pela Avintia Racing MotoGP CRT Team para 2012. Apesar de algumas boas prestações, o colombiano separou-se da equipa e passou para a Paul Bird Motorsport em 2013 para rodar aos comandos da ART. Ele continua com a Pramac em 2014 mas, ao contrário do colega de equipa Andrea Iannone, vai competir com maquinaria de especificação “Open”.

Zulfahmi Khairuddin

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Zulfahmi Khairuddin disputou a primeira temporada completa em 2010, convertendo-se no segundo piloto da Malásia a competir no Campeonato do Mundo depois de Shahrol Yuzi. Khairuddin estreou-se no Mundial como wild card no GP da Malásia de 2009, terminado em 20º, e em 2010 somou pontos por quatro vezes enquanto aumentava a experiência nas 125cc. Como único representante da Malásia na Moto3™, Khairuddin disputou a terceira temporada no Campeonato do Mundo em 2012 com a AirAsia-Ajo-SIC, equipa com que somou os primeiros pódios e primeira pole. Em 2013 correu pela Red Bull KTM Ajo, já como aspirante ao título, mas por vários motivos não logrou atingir as metas. Em 2014 deu uma volta à carreira, trocando de formação para alinhar pela Ongetta-AirAsia, deixando a KTM das duas últimas épocas para pilotar uma das novas Honda de Moto3™.

Jack Miller 

Na motinho estão os pilotos Romano Fenati e Andrea Migno.

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Jack Miller conquistou o primeiro ceptro nacional de motocross com apenas 10 anos. O australiano passou para a velocidade em 2008 e alinhou na primeira corrida em 2009, na Tasmânia, com 14 anos, passando depois para o Campeonato da Austrália de 125cc nesse mesmo ano. Venceu o campeonato MRRDA 125cc e depois veio para a Europa onde competiu esporadicamente no Campeonato do Mundo de 125cc e no CEV Buckler, bem como a tempo completo no Campeonato alemão IDM 125cc, que ganhou com facilidade. Em 2012 Miller levou a cabo a primeira campanha no Campeonato do Mundo de Moto3™ com uma NSF250R da Caretta Tecnology, terminando em 23º da geral. Em 2013 manteve-se na categoria com uma FTR Honda da Racing Team Germany. Nesse ano Miller impressionou o suficiente para trocar para a formação de fábrica da KTM, de Aki Ajo, em 2014; ele aumentou o nível das prestações para vencer seis corridas e levar a luta pelo título até à última corrida do ano, mas acabou por perder a batalha para Alex Márquez. Em 2015 Miller deu o salto directamente para o MotoGP™ para rodar com uma Open Honda da CWM LCR Honda na época de estreia na categoria rainha.

Cal Crutchlow

Esse é o que não pode tocar!

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Cal Crutchlow venceu Junior Challenge de Inglaterra de 1999 e o Aprilia RS125 Challenge em 2001, conquistando depois o ceptro do Campeonato de Inglaterra de Supersport em 2006. Em 2007 estreou-se nas Superbikes inglesas, mas o seu estatuto no mundo das corridas subiu rapidamente depois de ter conquistado o Campeonato do Mundo de Supersport em 2009, o que levou o britânico a entrar no Mundial de SBK no ano seguinte. Crutchlow não demorou a ser recrutado para a classe de MotoGP e a sua estreia com a Monster Yamaha Tech 3 em 2011 viu-o obter o melhor resultado no GP de Valência com um quarto lugar e conquistar o título de Melhor Estreante do Ano. Crutchlow manteve-se com a Tech3 em 2012, aos comandos da Yamaha 1000cc com a qual deu grande salto em frente em termos de resultados e assinou o primeiro pódio de MotoGP™ em Brno. Manteve-se com a formação por um terceiro ano em 2013 – somando duas poles e quatro pódios; em 2014 junta-se ao antigo colega de equipa na Tech3, Andrea Dovizioso.

Johann Zarco

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Johann Zarco entrou para a classe de 125cc em 2009 depois de sinuoso caminho até ao Campeonato do Mundo que incluiu a conquista da coroa da Red Bull MotoGP Rookies Cup em 2007. Ao terminar em 20º na época de estreia no Mundial, Zarco deu grande passo em frente em 2010 com a equipa WTR, somando vários resultados nos dez primeiros e terminando em 11º da geral. As suas demonstrações e desenvolvimento chamou à atenção de Aki Ajo e em 2011 Zarco juntou-se à prestigiada equipa para o que foi uma fantástica temporada para o gaulês. Zarco lutou pelo título de 125cc com aquele que se sagraria Campeão, Nico Terol, até à última jornada, terminando no pódio por 11 vezes e garantiu a muito desejada primeira vitória no GP do Japão. Zarco passou para a Moto2 em 2012 com uma MotoBI da JiR Team, ano durante o qual impressionou e conquistou o título de “Melhor Estreante do Ano”. Insatisfeito com a sua maquinaria, ele trocou para a Came IodaRacing Project para a época de 2013 para rodar com uma Suter, subindo ao pódio em Mugello e Valência. As responsabilidades em 2014 foram maiores, liderando o alinhamento da totalmente nova AirAsia Caterham Motor Racing, mas com a formação a partir para a Moto3™ em 2015, Zarco dá agora por si no novo alinhamento da Ajo Motorsport na categoria intermédia para a corrente época.

Sam Lowes

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O Campeão do Mundo de Supersport de 2013 surge no Mundial de Moto2™ pela mão da Speed Up em 2014. Campeão britânico de Supersport em 2010, passou para o mundial da especialidade em 2011, somando seis pódios e acabando o ano na sexta posição. Em 2012 venceu em Donington e Aragão, terminando em terceiro da geral. A consagração chegou em 2013, com seis vitórias e nove poles para conquistar o ceptro da Supersport a uma corrida do final. A época de estreia de Lowes nos Grandes Prémios foi marcada por inconsistência numa formação de um só piloto, isto enquanto conhecia os circuitos do Campeonato do Mundo. Mesmo assim, apresentou ritmo impressionante e agora quer dar continuidade ao trabalho já levado a cabo mantendo-se com a Speed Up.

Valentino Rossi

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Valentino Rossi entrou para os Grandes Prémios em 1996 e as suas capacidades e carisma naturais não tardaram a fazer dele um dos preferidos dos fãs. A impressionante carreira do nove vezes Campeão do Mundo é definida por uma série de recordes, incluindo o de ser o único piloto da história a ter conquistado títulos de Campeão do Mundo nas quatro categorias categorias: 125cc, 250cc, 500cc e MotoGP e é o único piloto da categoria rainha a ter ganho corridas com máquinas de 500cc, 990cc e 800cc. O italiano dominou o MotoGP a 4 tempos com a Honda RC211V, passando depois para a Yamaha em 2004, o que fez dele o segundo na história a vencer duas corridas consecutivas com marcas diferentes ao estrear-se a ganhar com a montada dos três diapasões na África do Sul. A sua mudança para a Ducati em 2011 foi marcada por um desafio constante enquanto lutava contra as rivais nipónicas. Rossi entrou em 2012 com o objectivo de recuperar a posição entre os homens da frente, mas apesar de dois promissores pódios, a inversão da sorte não se concretizou. Em 2013 regressou à sua velha equipa Yamaha, voltando a fazer dupla com Jorge Lorenzo; o desafio começou com um segundo lugar no Qatar e “The Doctor” retornou aos triunfos em Assen, mas apesar de seis pódios terminou o ano a 97 pontos do estreante e Campeão do Mundo Marc Márquez, em quarto da geral. Em 2014 Rossi começou a trabalha com novo Chefe de Equipa, Silvano Galbusera, e mudou o estilo de pilotagem – reinventando-se e melhorando os resultados para assinar mais duas vitórias, 13 pódios e terminar a época como vice-Campeão do Mundo. Ele assinou por mais dois anos com a Yamaha, para 2015 e 2016.

Ainda estou maravilhada com tudo que pude presenciar e louca para outra oportunidade dessa, que venha a próxima!

Beijos  (piscada)

Josi Barcick
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